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Cátia Sofia Santos

Lifestyle

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Cátia Sofia Santos

18
Ago17

O CAMINHO PARA A FELICIDADE PASSA POR SENTIR MAIS EMOÇÕES NEGATIVAS!!


Cátia Sofia Santos

Uma nova pesquisa vem contradizer a ideia de que as pessoas devem perseguir sempre o prazer e a satisfação para se sentirem felizes. Isto é até contraproducente.

 

O caminho para a felicidade passa por ter mais emoções negativas

 

As pessoas são mais felizes se sentirem as emoções que desejam sentir, mesmo que elas sejam desagradáveis, como a raiva ou o ódio, de acordo com uma nova pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia.

 

Os resultados do estudo, recolhidos em oito países, indicam que a felicidade é «mais do que simplesmente sentir prazer e evitar a dor», explica Maya Tamir, líder da pesquisa e professora de psicologia na Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, que acrescenta: «A felicidade é ter experiências que são significativas e valiosas, incluindo emoções que a pessoa acha que são as corretas para sentir em determinada altura. Todas as emoções podem ser positivas em alguns contextos e negativas em outros, independentemente de serem agradáveis ou desagradáveis».

 

O estudo intercultural contou com a participação de 2.324 estudantes universitários de oito países: Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Gana, Israel, Polónia e Singapura. A pesquisa é a primeira a encontrar esta relação entre a felicidade e vivência das emoções desejadas, mesmo quando essas emoções sejam desagradáveis, disse Tamir.

 

Os participantes geralmente queriam vivenciar mais emoções agradáveis e menos emoções desagradáveis, mas isso não era sempre o caso. Curiosamente, 11 por cento dos participantes queriam sentir menos emoções transcendentes, como amor e empatia, das que sentiam no quotidiano, e 10 por cento queriam sentir emoções mais desagradáveis, como raiva ou ódio. Havia apenas uma pequena sobreposição entre esses grupos.

 

«Por exemplo, alguém que não sente raiva quando lê sobre abuso infantil pode pensar que deveria ficar mais irritada com a situação, então ela quer sentir mais raiva do que realmente sente naquele momento», explica Tamir. E uma mulher que quer separar-se de parceiro abusivo, mas não está disposta a faze-lo, poderia ser mais feliz se o amasse menos, acrescenta.

 

Os participantes foram questionados sobre as emoções que desejavam sentir e as emoções que realmente sentiam nas suas vidas. Eles também avaliaram a sua satisfação de vida e sintomas depressivos. Através das diferentes culturas refletidas no estudo, percebeu-se que os participantes que experimentaram mais as emoções que desejavam apresentavam maior satisfação e menos sintomas depressivos, independentemente de as emoções desejadas serem agradáveis ou desagradáveis.

 

«As pessoas querem sentir-se muito bem o tempo todo nas culturas ocidentais, especialmente nos Estados Unidos. Mesmo que se sintam bem a maior parte do tempo, ainda pensam que poderiam sentir-se ainda melhor, mas isso pode torná-los menos feliz no geral», conclui a investigadora.

 

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